No passado dia 18 de Maio realizou-se o Colóquio “Capela de S. Simão, que futuro?”, promovido pela Confraria de Nossa Senhora da Piedade e S. Simão, sobre a salvaguarda deste património edificado de cariz religioso. O objetivo passava por sensibilizar os poderes autárquicos para que a capela fosse cedida à Fábrica da Igreja da Pedrulha, devolvendo ao povo um espaço reclamado pela reitoria há mais de 60 anos.
“Nasci, fui criado e morrerei na Pedrulha se Deus quiser, agora mais descansado.”
Joaquim Marques
No Salão do Centro Social e Paroquial da Pedrulha, repleto de pedrulhenses interessados, foi anunciado que a Câmara Municipal de Coimbra, representada pelo seu presidente Dr. José Manuel Silva, cedia à Fábrica da Igreja da Pedrulha (representada pelo pároco da UPPC, Sr. Pe. Francisco Claro) a Capela de S. Simão, possibilitando desta forma o regresso do culto e intervenções de conservação. Na foto em que assinam o protocolo está também o Sr. Joaquim Marques, um pedrulhense que em 1963, estando a cumprir serviço militar em Aveiro, redigiu uma carta histórica, publicada no Diário de Coimbra, alertando para a grave situação da capela, então em vias de ser vendida a particular. Para este homem em especial foi um momento muito emotivo, mas de pacificação.
Orador Principal: Dr. João Pinho (historiador) Mesa Redonda: Dr. José Manuel Silva (presidente da CMC), João Francisco Campos (presidente da UF Coimbra), Pe. Francisco Prior Claro (pároco da UPPC) e Joaquim Marques (residente)
No seu discurso, o Sr. Pe. Francisco Claro expressou a sua alegria e satisfação pela vitalidade e entusiasmo da comunidade cristã, que celebraria em 2025 os 50 anos da sua constituição canónica. Destacou a importância da recém-criada Confraria de Nossa Senhora da Piedade e de São Simão na promoção da fé e solidariedade. Abordou também os desafios enfrentados, como a situação financeira do Centro Social e Paroquial da Pedrulha e a dívida da Fábrica da Igreja à Diocese de Coimbra, que foram superados com apoio da comunidade. Também destacou a luta pela restituição da Capela de São Simão à comunidade, culminando na constituição da Confraria. Agradeceu a todos os envolvidos e destacou a importância do zelo e valentia na construção de uma sociedade mais fraterna e solidária. O texto poderá ser lido na íntegra no documento abaixo.
